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FIM da Trafulhice

Pelo exposto ao longo do presente documento -- Chega de fabricar crimes na secretaria - que para acabar com tais propósitos, a gravação de imagem e som é o remédio certo - complementado com o crime de enriquecimento inj.

FIM da Trafulhice

Pelo exposto ao longo do presente documento -- Chega de fabricar crimes na secretaria - que para acabar com tais propósitos, a gravação de imagem e som é o remédio certo - complementado com o crime de enriquecimento inj.
13 - MP: Então qual foi o negócio que foi proposto e em que termos?

 

M. Basílio: O negócio foi... Eu fiz negócio com o senhor Caldeira em tirar-lhe a cortiça e dei lhe 1000 euros de sinal na altura. Fomos lá ver ele foi-me mostrar as extremas dos terrenos a cortiça toda concretizamos o negócio e eu aceitei o negócio e dei-lhe então os 1000 euros de sinal. Mais tarde quando tava na altura da cortiça tinha um amigo meu em Ponte de Sor que tinha andado a tirar cortiça também com ele e fui lá buscar as minhas escadas para começar a tirar e esse senhor disse para mim: tão tens muita cortiça tirada? Eu disse para ele… Tenho comprada tenho comprei aqui em Ponte de Sor então é onde? E ele disse podes me ir mostrar? E eu fui lá mostrar a esse senhor amigo meu. Ele disse aqui em Ponte de Sor não sei que cortiça é eu tamem compro, fui lá mostrar a cortiça ao senhor José. Então essa cortiça compraste aquém? A um senhor de Tramagal e ele disse para mim: olha que eu acho que essa cortiça é aqui de um senhor de Ponte de Sor, é? Então eu comprei isto ao senhor Caldeira já lhe dei dinheiro de sinal e tudo e disse para ele: então podes-me lá ir mostrar o dono da cortiça?  E até é este senhor que esta aqui foi-me mostrar e este senhor disse que era dele e até me levou logo ao advogado dele e isso tudo e o advogado disse: olha não podes tirar a cortiça que esta cortiça não é do senhor Caldeira esta cortiça é deste senhor aqui do Tramagal que é um senhor que vem aqui hoje também. Pronto e a partir dai nunca mais tirei a (cortiça) pronto. 

 

ÁUDIO DAS DECLARAÇÕES DO ANTÓNIO PEDRO MARQUES:

 
 

 

16 - MP: O que é que aconteceu o seu sogro retirou esta cortiça? 

A.Pedro: Não.

 
17 - MP: E Porque é que não retirou o senhor sabe?

 

A. Pedro: Sei eu também fui. Fomos para ir buscar umas escadas a um sítio que era Água todo o ano uma senhora que tinha lá as escadas guardadas e encontramos lá um senhor e perguntou onde é que a gente íamos tirar a cortiça e a gente dissemos que era lá na Ponte de Sor e o senhor também tira cortiças e faz vinhas e essas coisas assim… E sabia que só havia aquela cortiça para tirar e disse, mas na Ponte de Sor só a esta cortiça para tirar e esta cortiça é de um senhor da Ponte de Sor. Então não devemos estar a falar do mesmo e ele foi lá com a gente mostrar para ver se era aquele sítio realmente e era aquela propriedade indicou a gente ao senhor Feitinha que o senhor Feitinha depois encontramos e foi com a gente foi connosco lá ao advogado onde ele mostrou uma caderneta em como o terreno estava no nome dele.

 

As declarações do Manuel Basílio e do António não só não coincidem entre si, como ambos faltaram à verdade. Tendo como objetivo desvalorizar o contestado pela defesa, onde se expressam outras versões  pelo queixoso no dia 21 de maio ainda que envolvam desde logo a testemunha João Feitinha.

 

O Manuel Basílio disse que guardou as escadas na casa de um amigo chamado José em Ponte de Sor. Enquanto o António declarou que as escadas estavam guardadas na casa de uma senhora em Água todo o ano, e que depois apareceu um senhor o suposto José? 

 

Afirmou ainda o queixoso de que foi mostrar a cortiça ao amigo José, porque esse lhe pediu. O António declarou que o José é que foi mostrar? 

 

O queixoso declarou que o amigo José le disse: aqui em Ponte de Sor não sei que cortiça é eu tamém compro, o que deixa transparecer que não soubesse? Quando antes o afirma que guardou as escadas em casa do amigo com quem andou a tirar cortiça.

.

O António sabia que o José também tirava cortiça e fazia vinhas e umas coisas assim… e que só havia aquela cortiça para tirar (o queixoso afirmou que o amigo José não sabia onde era), e depois indicou agente ao senhor Feitinha que o senhor Feitinha depois encontramos… tudo ali muito atabalhoado, sem que o tribunal também pedisse esclarecimentos? 

 

Chegados aqui o Manuel Basílio sem ter por onde fugir, acabou mesmo por identificar a testemunha João Feitinha, como sendo o amigo José, como então se confirmar nas suas declarações:

 

14 - MP: Quem lhe disse que essa cortiça não era do senhor Caldeira?

M. Basílio: Sim.

 

15 - MP: Quem lhe disse o nome do senhor o senhor já disse que era o senhor José, José?  

 

M.Basílio: É o dono da cortiça este senhor que vem aqui hoje esse senhor também esta ai... Que é um senhor de Ponte de Sor.

 

16 - MP: O senhor sabe o nome dele. O senhor sabe que é o senhor José é isso? 

MB: É o senhor José. 

 

Criando o afirmado um forte embaraço ao tribunal, com a Juíza muito empenhada em levar o queixoso a dar o dito pelo não dito, o que estranhamente não se verificou logo ali no imediato, como seria de pressupor — ficando então para mais tarde, em que o queixoso veio a desvalorizar as suas declarações, como então se atesta a partir do ponto 63 ao 70 — Não sendo de todo descabido invocar aqui o facto de o arguido não se encontrar presente na sala entendesse:

 
 
63 - Juíza: O verdadeiro proprietário também lá foi consigo ao terreno?

MB: Não esse não foi.

 

64 - Juíza: Esse não foi ?

MB: Não.

 

65 - Juíza: Mas quem lhe disse que era o mesmo terreno, que aquele terreno não pertencia ao arguido foi então o seu amigo?

MB: O senhor josé pois esse na altura que eu fui la a casa dele...

 

Nesse ultimo ponto a testemunha foi impedida de concluir sobre o que que se passou quando diz que foi lá a casa?

 

66 - Juíza: Aquele seu amigo que lhe disse olha que esse terreno não é dessa pessoa!

MB: Sim... é da construtora não sei quề...

 

67 - Juíza: Quem é esse seu amigo?

MB: É um senhor que também tira cortiças.

 

68 - Juíza: Mas como é que ele se chama ?

MB: É José. 

 

69 - Juíza: O senhor josé é que lhe disse que aquele terreno não pertencia?

MB: Ao senhor Caldeira sim.

 

70 - Juíza: Mas este senhor José é que foi lá consigo ao terreno. Ele mostrou lhe o mesmo terreno que o arguido lhe mostrou a si?

MB: Sim... sim... sim.
 
 
Com o mesmo sentido em se fazer o desmentido de que o amigo José não era a testemunha João Feitinha. Veio ainda a Juíza a interceder em simultâneo junto com o (MP), como então se expressa do declarado pelo António, que parecendo preparado para o efeito, declarou e disse:
 
 
20 - MP: Sabe como é que se chama o senhor que identificou que o terreno não era do arguido?

 

A. Pedro: Desculpe.

21 - MP: Como é que se chama o senhor que lhes disse que o terreno não era do senhor Caldeira, recordasse do nome dele?

22 - Juiza: Ele esta cá hoje presente ?

AP: Não... não... não... Sei que é zé mas não sei o resto do nome não sei. 

 

Perante essa panóplia implicava ao tribunal em vir assegurar o depoimento do amigo José e da senhora que também tinha as escadas, quando antes nem sequer foram arrolados pela acusação?  

 

Sendo ainda de realçar o facto de o João Feitinha referir o nome do seu filho e sócio, que declarou de estar lá no escritório onde levou o queixoso e o genro desse, sem que a acusação também tenha arrolado essa testemunha, ou o tribunal assegurado o seu depoimento, como então se expressa das suas declarações:

 

ÁUDIOS DAS DECLARAÇÕES DO JOÃO FERNANDES FEITINHA:

https://atoscorruptos.blogs.sapo.pt/declaracoes-joao-fernandes-feitinha-251269?

 

31 - MP: Quando o senhor Basílio foi falar com o senhor e o senhor lhe disse que era o proprietário do terreno qual foi a reação?

 

J.Feitinha: O homem ficou desolado porque segundo disse já tinha dado dinheiro de sinal então se o senhor já deu dinheiro de sinal fez mal porque aquilo é meu errou então já tou enganado? Só há uma coisa a fazer vamos ali a casa do meu filho que é onde estão os documentos da posse do terreno a caderneta de tudo o que havia sido tratado e até a sentença deste tribunal isto já tinha sido julgado e o tribunal deu nos razão e arquivou o processo e continua arquivado mas pronto mostramos aos senhores isto é nosso vocês possivelmente foram enganados e não podem tirar a cortiça depois levantousse a hipótese...

 

O tribunal não lhe deu razão nenhuma os factos nem chegaram a julgamento sendo proferido despacho de arquivamento pelo (MP), pretendendo-se levar o arguido a fazer a escritura com o objeto da (venda) destruído, apresentando-se o despacho com uma espécie de desconto de (2) milhões de escudos que o arguido não aceitou. Que de resto pesando a consciência o João Feitinha acabou por colocar uma hipótese… ao Manuel Basílio ficando o assumir da culpa sem que o tribunal permitisse esclarecimento! Ainda que tal condição fosse uma farsa a tentar demonstrar que não se encontravam envolvidos junto com o queixoso e o genro desse e vice-versa quando ambos dizem que o João Feitinha os levou ao escritório do advogado, como mais se passa a desmascarar, sendo que por último o tribunal acabou por reconhecer as trafulhices, sem que se possa eximir às suas responsabilidades por falta de imparcialidade na análise dos factos:https://atoscorruptos.blogs.sapo.pt/19-referiu-que-foi-na-altura-de-retirar-282903?

 
 

 

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